Já havia dito no post anterior que o FIQ deixaria saudade. E não me enganei! Esse foi, realmente o festival dos festivais e estará pra sempre na minha memória.
Nesse ano, como fui sozinha vários dias, pude fazer tudo o que quis. Logo, fui juntando coragem para conversar com todos os artistas dos quais sou fã ou pelo "simples" fato de ter amado o traço ou a linha que gosta de seguir com suas histórias. Pretendo fazer esse post contando toda minha experiência em conversar com esses artistas e de descobrir novas histórias, além dos que já conhecia e conheci quando escrevi no post anterior.
Ruis Vargas
O primeiro artista que conheci foi esse gênio. Ruis escreve tirinhas sobre o Bobo da Corte, um personagem "terrível", que tem que entreter uma princesa mimada, governado por um rei tapado, que apanha todo dia por prazer de um general e que tem como amigo um boneco filosofo de caixa surpresa, chamado Pimpão. As tiras são de humor e mesmo se passando em tempos de monarquia, são extremamente atuais e criticas.
No evento, Ruis estava, ainda, lançando seu livro, Odor Vazio. Uma história misteriosa, onde um sujeito comum com muita bala na agulha (leia-se "grana") é acusado de um cruel assassinato. E em paralelo a isso, o ricaço tenta se reconciliar com Maria Clara. Odor Vazio me encantou do começou ao fim. Me instigou, me deixou curiosa sobre o desenrolar da trama e fez com que ficasse em transe lendo, devorando todas as páginas até a ultima. Posso adiantar que adorei a forma como Ruis explora o contexto de visibilidade social em sua obra. Isso é o que deixa a história ainda mais instigante e interessante, juntamente com seu traço ímpar e personagens marcantes. Será que nosso poderoso personagem é ou não culpado? Só lendo para saber!
Ah, mas e Maria Clara? Por que estaria separada de seu rico e poderoso affair? Bem, sobre ela, digo que poderá conhecê-la bem a fundo no Caderno Rosa de Maria Clara. E ainda acrescento que Odor Vazio e o Caderno Rosa de Maria Clara se complementam, explicam e sanam algumas de nossas dúvidas. E a escolha de qual dos dois livros iniciar a leitura, com certeza irá interferir no desenrolar de Odor Vazio e no entendimento do mesmo. O que me diz, explorar a intimidade de Maria Clara antes ou descobri o porquê de seu affair estar sendo condenado por um assassinato bárbaro, de inicio? A escolha é sua.
Queria deixar claro, que conheci esse grande artista por meio de um grande amigo meu, o Fernando MK. O mesmo me presenteou com todas essas obras. O presente não foram só todas as obras incríveis de artista genial, mas como também, o prazer de conhecer um grande artista e uma excelente pessoa.
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Felipe 5horas, Marília Bruno, Fernanda Chiella, Samanta Flôor e Leo Finocchi
Como brinquei no evento, a mesa mais linda do FIQ. Donos de uma simpatia e bom-humor sem igual, esses lindos me trataram super bem durante todo o evento. Já acompanhava o Tumblr de Felipe 5horas há algum tempo, e estava esperançosa de que Marília Bruno ainda tivesse algum exemplar de Cara, Sou Legal. Afinal, li as histórias desse exemplar de uma amiga e me apaixonei. Mas infelizmente a mesma não tinha mais.
Bom, fato é que, como amo comida e sabia que estariam vendendo o Guia Culinário do Falido no evento, era mais que certo que teria, com certeza um exemplar. O guia te ensina a como não preparar receitas práticas do dia-a-dia. Sim! Como não preparar, mesmo. Sempre em tom divertido, e com histórias engraçadíssimas, o Guia foi um dos livros mais divertidos que li. E ele, inclusive, conta com uma história genial que mistura culinária e Mad Max Fury Road (melhor filme), o Mad Coxinha Road. Dei gargalhadas de todas as histórias, mas essa, foi a que me fez perder o ar! E aí, quer se deliciar com um cardápio de boas risadas? Se sim, fará a escolha mais que certa levando um Guia para sua cozinha.
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Felipe Campos
Já adianto que o tema que Felipe Campos escreve é o que mais gosto: terror, monstros. Vi vários posts sobre suas publicações e fiquei muito curiosa para ler alguma delas. Ele se referencia em contos de fadas, lendas, estudo sobre medo, estética de filmes dirigidos por Tim Burton (amo), etc. Felipe foi extremamente gentil e quando lhe disse que a linha de pesquisa dele era a que mais gostava, me deu boas dicas para iniciar e ainda me incentivou a não desistir dela.
Fui até sua mesa com o intuito de levar um exemplar de O Pequeno Caderno de Pesadelos. Um livro que funciona como um mini caderninho de registro de todos os pesadelos que teve, quando criança. O livro leva ao leitor ser corajoso quanto aos seus próprios medos, pois no fim, depois de ver e ler todos os pesadelos de Felipe, ele pede que você insira seu maior medo. E provando que há coragem em todos nós, existe também, um lugarzinho onde pode-se anotar tudo aquilo que nunca o assustou. Além de ser um livro bem dinâmico e lúdico, O Pequeno Caderno de Pesadelos é divertido. O traço de Felipe é impressionante e impecável. O mais legal da história toda, é que comprando um exemplar no FIQ, você ainda levava pra casa uma aranhinha de plástico, pois esse é o maior medo do autor (e meu também).
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Jamal Singh e Wagner Michael
Donos de um carisma sem igual, vindos de Natal, Jamal Singh e Wagner Michael me levaram a conhecer suas obras. Abordando temas cotidianos, como a dificuldade da carreira de quadrinistas, porém, em um cenário histórico diferente, como em Boca do Lixo: Anos que Estão por vir, lançado no FIQ 2015. A história se passa nos anos 60, com três personagens, sendo dois artistas e um roteirista que saem de Natal indo para São Paulo, tentar a vida e conhecendo as dificuldades da mesma. Este livro infelizmente não pude levar pra casa. Mas é uma obra que pretendo adquirir em breve.
Jamal ainda me presentou com uma obra feita em parceria com Wendell Cavalcanti, Cajun: Lembranças Amargas. Nela, somos levados à Florida de 1878 e somos levados a um cenário de sombrias lembranças e um racismo sem igual. O que mais é interessante nessa história, é que Jamal usou de todo o seu potencial de historiador. Pois, no fim do livro, há uma lista de referências históricas contidas no mesmo, que, vão desde a explicação do nome Cajun, Klu Klux Klan e, ainda, fragmento do texto de Thomas Jerfeson sobre a declaração de independência dos Estados Unidos.
Jamal me disse que não queria publicar essa história, pois sentia que ela era a pior coisa que havia produzido, porém, ele foi surpreendido com o premeio PADA de melhor história. E foi por isso que ele me presenteou com essa obra, pois ele me aconselhou a não desistir da ideia de fazer quadrinhos, se eu a quiser mesmo. Afinal, a história que ele considerava ruim, foi premiada, e como leitora da mesma, posso afirmar que é sensacional.
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Gail Simone
Sim, a roteirista da DC! Ela esteve no FIQ falando sobre as mulheres nos quadrinhos e a forma revolucionária e pioneira como ela constrói suas personagens, em uma palestra. Gail se dizia cansada de as personagens femininas sofrerem para que masculino se sobressaísse e fazendo com que isso o deixasse ainda mais forte. Questionando esse comportamento, Gail levou até a discussão de que que ela gosta que suas personagens façam tudo por elas mesmas, sem que seu sofrimento seja para engrandecer a fama e a força de um personagem masculino. Ela disse que joga suas personagens no inferno, para que elas mesmas tenham a capacidade de subir por suas próprias pernas, quebrando esse tabu de que as personagens femininas são mais frágeis. O tema foi incrível e toda a abordagem também, Gail é muito simpática e ainda dividiu conosco curiosidades do começo de sua carreira, como por exemplo, que era cabeleireira durante o dia e free lancer como escritora de noite, até ser disputada por Marvel e DC, e ter, finalmente, uma vaga fixa na DC. Obviamente, isso fez com que a mesma fechasse seu salão de beleza.
E aí? Foi bom ou não foi?
Foi óteeeeeeemo!!! (Risos) Foi o melhor festival de todos! Tirei fotos com Bá, Moon, Mário Cau, Ruis, a mesa linda do Felipe 5Horas e Cia... Só posso afirmar que esse FIQ deixou aquele gostinho de quero mais, aquela vontade louca de pular direto para 2017, ano da próxima edição. Digo que aprendi muito com as histórias de cada artista que pude conhecer e que ainda tenho muito a caminhar. Sou grata por todo o carinho deles e pela paciência. Afinal, é difícil não parecer idiota na frente de quem se admira tanto.
Ah FIQ, você já se foi e deixou aquele vazio quando penso que terei que esperar dois anos para desfrutar de momentos que unem aprendizado e diversão. Espero, ansiosamente, que a edição de 10 faça jus ao seu número, sendo ainda melhor do que essa foi.
Que venha 2017!!









Oi, Paula. Sou Wendell, do Álbum Boca do Lixo. Eu não estava na mesa no momento em que você esteve lá. :D Tô passando só pra deixar o e-mail pra contato:
ResponderExcluirestudiotot@gmail.com
Obrigado.
Abraços!
Infelizmente hahaha Mas amei o Cajun! Foi bem massa conhecer o Jamal e o Wagner.
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